Vacina contra vírus sincicial


Quando o bebê nasce prematuro, seu quadro de vacinação possui algumas alterações. Como possui um alto risco de contrair doenças devido a sua fraqueza imunológica, ele pode ter suas doses de vacinas adiadas ou mudadas.

Mas fora do quadro normal de vacinação, o recém-nascido precisa de uma vacina especial para combater o vírus sincicial, altamente nocivo aos prematuros. Ele ataca o sistema respiratório, que em um bebê prematuro ainda não está desenvolvido completamente. Veja as respostas para as principais dúvidas em relação à vacina contra o vírus sincicial.

Vacina contra vírus sincicial

É possível imunizar a criança do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com a vacina Palivizumabe. O agente já é nocivo para qualquer criança com menos de 1 ano de idade. Quando infecta os bebês, causa-lhes graves infecções respiratórias. O grande problema para um recém-nascido prematuro é que o risco da contração do vírus por ele é ainda 10 vezes maior.

O VSR é um dos principais agentes etiológicos causadores de problemas respiratórios em bebês com até 1 ano de vida. Estima-se que ele pode ser responsável por 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias.

Quando a vacina é aplicada?

A aplicação irá variar de acordo com o tempo de gestação. A vacina Palivizumabe é recomendada para crianças que nasceram antes de completar 28 semanas de gestação e possuem até 1 ano de idade. Em casos de crianças que nasceram entre 29 e 32 semanas, a vacina deve ser aplicada nos seis primeiros meses do recém-nascido.

Crianças com mais de 32 semanas de vida só recebem vacinação quando apresentam dois ou mais fatores de risco. O médico irá indicar o processo baseado na particularidade do caso.

virus sincicial

Quais são os fatores de risco?

O pediatra fará uma análise de fatores que podem agravar a situação baseando-se na saúde da criança e no seu contexto familiar. É levado em consideração a poluição ambiental, a existência de irmão em idade escolar e a possibilidade do bebê possuir anomalias congênitas em vias aéreas e doenças respiratórias.

Quais outros cuidados devem ser tomados?

Os pais precisam conhecer bem o calendário de vacinas do seu filho, pois ele será um pouco diferente do normal. Devem questionar ao médico quais vacinas deverão ser aplicadas e quais serão descartadas. Além disso, os adultos que cercam o bebê prematuro devem estar atentos a outros fatores de risco. A higienização de todos é essencial.

Para prevenir outras doenças na criança, é preciso que a mãe cuide do seu aleitamento. Deve-se evitar o fumo perto do recém-nascido, e é essencial que os adultos que cercam o prematuro estejam com a sua vacinação atualizada.

Outra questão é a creche e a escolinha. Caso seja necessária a frequência da criança em alguma instituição escolar, é preciso retardar o início. Como a permanência nesses ambientes agravaria o risco de contrair algum vírus respiratório, é recomendado que o bebê só comece a frequentar quando estiver imunizado. A mãe deve sempre conversar com seu médico, porque ele certamente informará, no tempo adequado, que a matrícula já pode ser feita.


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