Translucência nucal – entenda


Translucência nucal é uma medida que indica se há possibilidade do bebê ter Síndrome de Down, anomalias cromossômicas ou problemas cardíacos. Ela é tirada através do ultrassom morfológico feito no primeiro trimestre de gravidez. O exame está na rotina da mãe, e é uma das chances dela ver seu bebê. Se for a primeira ultrassonografia feita pela mãe, esse ultrassom também serve confirmar o tempo de gestação.

Nesse período de gravidez ainda não será possível ver o sexo da criança. Mas ultrassonografistas com muita experiência são capazes de dizer qual é gênero do bebê com 80% de chances de acerto.

Como a translucência nucal é feita?

A medição é feita com base em um espaço específico na nuca do bebê. Quando há alguma anomalia cromossômica, essa região costuma acumular líquido. A média então serve para estabelecer um nível saudável.

O médico também utiliza o ultrassom no primeiro trimestre para ver se o bebê possui o osso nasal. A ausência é outro indicativo de anormalidade. Em certos casos, para obter um resultado mais consistente, o médico solicita um exame de sangue na mãe.

Quando é detectada uma possibilidade de anomalia, o médico pode recomendar outros exames a fim de confirmar sua suspeita.

O exame para medir a translucência nucal só pode ser feito entre a 11ª e a 14ª semana de gestação. A partir da 14ª semana não é possível realizar o exame, porque a região do crânio que deve ser analisada deixa de ser transparente na imagem do ultrassom.

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É possível ter um diagnóstico com a translucência nucal?

Não. O exame é útil para indicar a possibilidade de existência de um problema. Quando a translucência está acima da média, existe um risco da criança ter Síndrome de Down. Mas não é possível ter a certeza. Por isso o médico indica outros procedimentos.

Em muitos casos, mesmo com a presença do risco, as anomalias não se confirmam. E o contrário também é verdadeiro, pois um bebê que apresenta a média normal pode apresentar problemas cromossômicos mais tarde.

É importante que a mãe fique tranquila, independentemente do resultado, pois nunca é possível ter certeza. O médico indicará os próximos passos em cada caso, e se for detectada uma anomalia cromossômica ele dirá quais as medidas para manter a segurança da criança.

Como é dado o resultado?

Ele é feito com base em probabilidades. Por exemplo: uma mãe fez o exame e notou que seu risco é de 1 em 300. Significa que de cada 300 grávidas que tiveram o mesmo resultado que o dela, apenas uma deu a luz a uma criança com Síndrome de Down. Ou seja, o risco é maior num resultado que apresenta a probabilidade de 1 em 300 do que num com um resultado de 1 em 1.000.

O resultado será mais preciso no ultrassom morfológico feito entre 18 e 20 semanas. Nesse exame também será possível detectar o sexo do bebê. De qualquer forma, questione seu médico sobre qual resultado ele considera normal e quais as medidas tomar para os próximos exames.


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